terça-feira, 30 de setembro de 2008

Premonição

Não sei explicar a razão, mas ontem eu não queria que ele fosse. Eu sei, já estou acostumada... Já são mais de 3 anos de viagens a cada 15 dias... No começo, ele ficava a semana inteira. Hoje, são apenas 2 dias, ou melhor, quase que só um dia. Ele vai na segunda e volta na terça.

Confesso que, algumas vezes, eu não me importo tanto que ele vá. Aprendi a curtir isso de ficar sozinha às vezes, ainda que o meu "sozinha" seja acompanhado de 2 crianças pequenas. Mas... é diferente.

Quando ele não está e os meninos já foram dormir, eu sou a dona exclusiva do controle remoto. É a minha única oportunidade (mas acaba sendo sem-graça assistir televisão). Sem falar que o computador também é só meu (e eu não quero usar; sinto saudade da disputa, de ficar ao lado dele, chateando pra ele desocupar logo). E gosto também de ter um pouco - um pouquinho só!! - essa sensação de que ninguém me espera pra deitar... (e daí eu vou dormir ainda mais tarde, porque é estranho me deitar sozinha naquela cama).

Mas ontem eu achei ruim. E quando o André acordou às 21h (tinha ido dormir às 18h30) e chamou pelo pai, eu achei pior ainda. E quando ele calçou o crocs pra buscar o pai em São Paulo e deu birra pra eu abrir a porta, eu tive certeza: não queria que ele tivesse ido.

Foi quando o telefone tocou. Ainda estava em Goiânia. O avião tivera uma pane elétrica e ele estava voltando pra casa. Desistira da viagem.

Mais que depressa coloquei os meninos no carro e fui, feliz da vida, buscá-lo no aeroporto
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2 comentários:

Bailarina disse...

Menina, que história é essa? Como assim? Ai, credo! Tô com saudades!

Eleonora disse...

É o trauma dos acidentes aéreos... A gente procura ser racional e não pensar nisso, mas é inevitável, vira e mexe ele vem à mente, às vezes com mais força...