terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Irritando Eleonora Young

Assisti apenas uma vez o programa da Fernanda Young, cujo título é parafraseado aqui. E logo me identifiquei quando ela começou a dizer tantas coisas que a irritavam. Como tem coisa que me irrita! Algumas me tiram com-ple-ta-men-te do sério e outras simplesmente me irritam, mas eu deixo passar, pois adoto como lema, para esses casos, a música do Frejat: "pra quê perder tempo desperdiçando emoções? grilar com pequenas provocações?"

Poderia listar um monte de coisa que me irrita, ou melhor, de tipo de GENTE que me irrita: gente burra, gente bajuladora, gente pessimista, gente que não sabe ouvir, gente que acha que tem razão, gente que está sempre certa, gente que acha que tem o rei na barriga, gente chata (esse é básico, irrita qualquer um), gente metida a besta, gente intrometida, gente que gosta de complicar, gente que abusa de você, gente que não faz nada e ainda assim está sempre cansada... e por aí vai.

Mas se tem um tipo de gente que me irrita profundamente é mãe contando vantagem de filho. Sei que toda mãe acha seu filho o mais lindo e inteligente de todos, mas uma linha muito tênue separa a mãe que está simplesmente contando uma coisa legal que o filho fez da que deliberadamente quer falar para os outros que o filho dela é o máximo. Cuidado, mães!!!! Não tem nada mais irritante do que ouvir uma mãe se gabar das qualidades do filho, como se apenas ele as detivesse.

E de todas as vantagens que uma mãe pode contar do seu filho, a que mais me irrita é a "vantagem" do filho que é superdotado. Me irrita porque, primeiro, eu não acho que é vantagem nenhuma. Mas as mães que supostamente têm o filho superdotado ADORAM contar isso pra todo mundo e, principalmente, justificar todas as atitudes do filho com essa característica inata dele. Atenção: nessa hora, parece que elas estão se desculpando por um problema, mas na verdade estão aproveitando a oportunidade pra divulgar ainda mais a inteligência incomum e surpreendente do filho. No fundo, a mensagem subliminar: "é genético; puxou a mim". Argh, como pessoas que "se acham" me irritam!!!!

Toda mãe de filho superdotado também adora contar qual é o Q.I. da criança, medido num teste psicológico. Gente, quem leva o filho pequeno a um psicólogo só pra ele fazer o teste de inteligência? Fala sério. Se ele foi ao psicólogo é porque estava com algum problema (no mínimo, de comportamento). Então, não venha me dizer que ter um filho superdotado é vantagem. E se os pais levaram o coitado ao psicólogo só pra fazer o tal teste, eles é que deveriam ter ficado por lá.

O que também me irrita nessa história toda é que já estamos cansados de saber que não interessa essa história de Q.I.; todo mundo sabe que isso não basta se junto não tiver o Q.E (quoeficiente emocional). E ainda bem que, pelo menos até onde sei, não existe nenhum teste para medi-lo - a não ser a própria vida.

É interessante pensar ainda que esses pais acham que, ao esbravejarem aos quatro cantos do mundo as qualidades dos seus filhos, estarão aumentando a auto-estima deles. Ledo engano. Estão é criando meninos e meninas convencidos e insuportáveis, que fatalmente sucumbirão ao primeiro fracasso.

Mas não tem solução não: os pais também devem ser pessoas convencidas e insuportáveis, que adoram contar vantagens não somente dos filhos, mas também deles e inclusive do cachorro. Totalmente irritantes...

3 comentários:

Bailarina disse...

Gente, isso é uma novidade para "moi"! Será que é porque eu não circulo no mundo dos pais e filhos? Vc jura que tem gente que faz isso? Daqui a pouco vão etiquetar as crianças que é pra não ter erro na publicidade!

* Como dizia o Cazuza, a propósito, um superdotado: só as mães são felizes!

Bailarina disse...

Cadê o texto mulheres X mulheres - a luta continua? Bjo

Eleonora disse...

Menina, gente que gosta de contar vantagem e de mostrar, de alguma forma, que é melhor que o outro é simplesmente o que mais existe nessa vida...