Minhas amigas sempre mexem comigo dizendo que eu me pareço com a Charlotte da série "Sex and the city". Pois bem. Assisti o filme, quando de sua estréia, num evento "only for women". No começo, achei que a comparação era, na verdade, uma crítica. Mas, reparando bem e tirando as frescuras - que eu acho que não tenho -, confesso que me identifico mais com ela mesmo (se for preciso escolher uma delas).
E uma parte em especial do filme me chamou muito a atenção: todas elas estavam conversando, cada uma reclamando de sua infelicidade, quando então a Samantha pergunta para a Charlotte se ela era feliz todos os dias. E ela, quase que se desculpando, respondeu que sim, não durante todo o dia, mas que ela se sentia feliz todos os dias.
Contudo, num outro momento do filme, ela confessa sentir medo de tanta felicidade e tem certeza que, qualquer hora, algo vai dar errado e a felicidade que ela tanto preza, com sua vida "padrão" (casa, marido e filhos), vai embora.
Muita gente pode achar que isso é romantismo, conformismo ou até mesmo fuga da realidade, sei lá, algo meio Pollyanna, mas eu me sinto feliz todos os dias, mesmo com a minha vidinha padrão, ou melhor, por causa da minha vidinha padrão. E procuro ser, todos os dias, agradecida a Deus por todas as bênçãos que Ele tem me dado.
Não considero que, para "aproveitar a vida", é preciso romper com todos os padrões da sociedade (talvez hoje melhor seria dizer "conformar-se" aos padrões da sociedade, já que eles mudaram tanto...). Por que é preciso ter infelicidades pra lamentar? Pra ter assunto numa roda de amigos?
Por muito tempo eu achei que ser assim era importante, que isso despertava interesse das pessoas e, algumas vezes, fui como a Charlotte, quase que me desculpando pela vida que levo, por me sentir feliz como sou e com o que tenho, e ao mesmo tempo em que sentia uma certa inveja por não ter "aventuras" e conseqüentes tristezas a contar, também tinha medo de perder tudo isso, de perder minha alegria.
Mas eu descobri uma coisa: eu posso me entristecer e continuar sempre alegre, porque a minha alegria não vem da "vidinha certinha" que eu acho que construí, ela vem de Deus. Ele me consola nos meus momentos tristes e não deixa a minha felicidade ir embora. Ele me fez do jeitinho que eu sou e, por isso, eu posso ser eu mesma e deixar de lado isso de querer ser igual aos outros.
Obrigada, Senhor!
E uma parte em especial do filme me chamou muito a atenção: todas elas estavam conversando, cada uma reclamando de sua infelicidade, quando então a Samantha pergunta para a Charlotte se ela era feliz todos os dias. E ela, quase que se desculpando, respondeu que sim, não durante todo o dia, mas que ela se sentia feliz todos os dias.
Contudo, num outro momento do filme, ela confessa sentir medo de tanta felicidade e tem certeza que, qualquer hora, algo vai dar errado e a felicidade que ela tanto preza, com sua vida "padrão" (casa, marido e filhos), vai embora.
Muita gente pode achar que isso é romantismo, conformismo ou até mesmo fuga da realidade, sei lá, algo meio Pollyanna, mas eu me sinto feliz todos os dias, mesmo com a minha vidinha padrão, ou melhor, por causa da minha vidinha padrão. E procuro ser, todos os dias, agradecida a Deus por todas as bênçãos que Ele tem me dado.
Não considero que, para "aproveitar a vida", é preciso romper com todos os padrões da sociedade (talvez hoje melhor seria dizer "conformar-se" aos padrões da sociedade, já que eles mudaram tanto...). Por que é preciso ter infelicidades pra lamentar? Pra ter assunto numa roda de amigos?
Por muito tempo eu achei que ser assim era importante, que isso despertava interesse das pessoas e, algumas vezes, fui como a Charlotte, quase que me desculpando pela vida que levo, por me sentir feliz como sou e com o que tenho, e ao mesmo tempo em que sentia uma certa inveja por não ter "aventuras" e conseqüentes tristezas a contar, também tinha medo de perder tudo isso, de perder minha alegria.
Mas eu descobri uma coisa: eu posso me entristecer e continuar sempre alegre, porque a minha alegria não vem da "vidinha certinha" que eu acho que construí, ela vem de Deus. Ele me consola nos meus momentos tristes e não deixa a minha felicidade ir embora. Ele me fez do jeitinho que eu sou e, por isso, eu posso ser eu mesma e deixar de lado isso de querer ser igual aos outros.
Obrigada, Senhor!
2 comentários:
E a gente gosta de você justamente porque vc é Charlotte, não tente ser Samantha, por favor! Rs Beijos! Vivi
Não precisa se preocupar. O máximo de Samantha na minha vida será com um homem só, meu maridinho Hugo. Rs...
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