Acredito que todo mundo tem um órgão do corpo que sofre diretamente todas as conseqüências das nossas preocupações, ansiedades e dos 'estresses' do dia-a-dia. E, ressalvados aqueles que gostam de "descarregar" na pessoa mais próxima, o órgão mais atingido deve ser mesmo o estômago. É nele que sentimos, em primeiro lugar, as dores de uma vida agitada, sem tempo, em que as tensões emocionais só vão se acumulando. Depois, vêm outros órgãos, como o coração (pressão alta, arritmia, taquicardia...), os músculos (contraturas...) e, talvez, a coluna, a cabeça (enxaquecas...) e outros.
No meu caso, eu sinto na pele os reflexos de tudo que acontece na minha vida.
Pensando bem, acho que isso acontece desde criança: será que essa é a causa de todas as minhas urticárias? Só fazendo uma "regressão" pra descobrir...
O fato é que a minha pele nunca foi 100%. E, definitivamente, não eram as espinhas que me incomodavam. Lembro-me de uma certa vez, logo depois que me casei e fui pra São Paulo, que me deparei com um monte de calombos, surgidos do dia pra noite, todos na área do tronco e coxas. Diagnóstico: ptiríase rósea (?!??). Causa: emocional. Tratamento: nenhum. Melhora: em uma semana, apenas com uma pomadinha pra aliviar o "prurido".
Agora, novamente me deparo com outro "problema" cutâneo: uma mancha branca nas costas, com aspecto de pele endurecida.
Eu, na qualidade de leiga e sem conseguir nem ao menos ver a tal da mancha (que fica no meio das costas, na altura do sutiã), nem dei bola. Mas o Hugo ficou preocupado. Eu não podia nem trocar de roupa perto dele, que ele já vinha examinar.
Já impressionada com tantos exames (ele fez o favor de mostrar também pra minha mãe), resolvi ir ao dermatologista, que tirou um pedaço de mim para biopsiar. E foi nessa hora que eu fiquei mais impressionada ainda..
Não sei, é difícil explicar, mas é estranho isso de você suspeitar que algo grave pode estar acontecendo com você, e você nem ao menos sabe o que é, o que poderá mudar na sua vida com esse fato. As pesquisas no "Dr. Google" sobre os possíveis resultados me deixavam ainda mais temerosa.
Enfim, o diagnóstico (biopsia + dermatologista + reumatologista): esclerodermia localizada.
Eu já sabia muito dela pelas pesquisas no "Dr. Google": doença auto-imune rara, de evolução lenta e sem cura, atinge principalmente mulheres na faixa dos 30 aos 50 anos. A esclerodermia possui 2 tipos: a sistêmica e a localizada. A sistêmica é a forma mais grave; além de atingir a pele, pode afetar os órgãos internos, causando uma série de complicações. A localizada geralmente fica só na pele (as manchas brancas que deixam a pele com aspecto endurecido), muito raramente atingindo músculos e ossos (e, para meu alívio, não "evolui" para a forma sistêmica). A causa da doença é desconhecida, mas o "gatilho", como dizem, é emocional.
O consolo do reumatologista foi para que eu ficasse tranqüila, pois morreria com isso, e não disso.
A princípio, não sei se esse foi um consolo muito bom. A incerteza quanto à extensão da doença e sua possível evolução continuava me deixando apreensiva e meio triste. O que iria acontecer?
Perguntei pro Hugo o que o deixara tão preocupado e ele disse que estava com medo de ser um câncer. Pela extensão da mancha, disse que eu provavelmente morreria num prazo de 6 meses.
É... o que pode ser uma manchinha meio dura diante disso?
Aprendi, com todas essas coisas, que não tenho controle sobre o que pode acontecer na minha vida. E não me sinto no direito de ficar triste, preocupada ou mesmo ansiosa por algo tão pequeno. Aprendi que devo entregar todas as minhas ansiedades e preocupações para Deus. E vou tentar praticar a lição: descansarei n'Ele, cuidarei da minha pele e morrerei feliz com essa manchinha.
No meu caso, eu sinto na pele os reflexos de tudo que acontece na minha vida.
Pensando bem, acho que isso acontece desde criança: será que essa é a causa de todas as minhas urticárias? Só fazendo uma "regressão" pra descobrir...
O fato é que a minha pele nunca foi 100%. E, definitivamente, não eram as espinhas que me incomodavam. Lembro-me de uma certa vez, logo depois que me casei e fui pra São Paulo, que me deparei com um monte de calombos, surgidos do dia pra noite, todos na área do tronco e coxas. Diagnóstico: ptiríase rósea (?!??). Causa: emocional. Tratamento: nenhum. Melhora: em uma semana, apenas com uma pomadinha pra aliviar o "prurido".
Agora, novamente me deparo com outro "problema" cutâneo: uma mancha branca nas costas, com aspecto de pele endurecida.
Eu, na qualidade de leiga e sem conseguir nem ao menos ver a tal da mancha (que fica no meio das costas, na altura do sutiã), nem dei bola. Mas o Hugo ficou preocupado. Eu não podia nem trocar de roupa perto dele, que ele já vinha examinar.
Já impressionada com tantos exames (ele fez o favor de mostrar também pra minha mãe), resolvi ir ao dermatologista, que tirou um pedaço de mim para biopsiar. E foi nessa hora que eu fiquei mais impressionada ainda..
Não sei, é difícil explicar, mas é estranho isso de você suspeitar que algo grave pode estar acontecendo com você, e você nem ao menos sabe o que é, o que poderá mudar na sua vida com esse fato. As pesquisas no "Dr. Google" sobre os possíveis resultados me deixavam ainda mais temerosa.
Enfim, o diagnóstico (biopsia + dermatologista + reumatologista): esclerodermia localizada.
Eu já sabia muito dela pelas pesquisas no "Dr. Google": doença auto-imune rara, de evolução lenta e sem cura, atinge principalmente mulheres na faixa dos 30 aos 50 anos. A esclerodermia possui 2 tipos: a sistêmica e a localizada. A sistêmica é a forma mais grave; além de atingir a pele, pode afetar os órgãos internos, causando uma série de complicações. A localizada geralmente fica só na pele (as manchas brancas que deixam a pele com aspecto endurecido), muito raramente atingindo músculos e ossos (e, para meu alívio, não "evolui" para a forma sistêmica). A causa da doença é desconhecida, mas o "gatilho", como dizem, é emocional.
O consolo do reumatologista foi para que eu ficasse tranqüila, pois morreria com isso, e não disso.
A princípio, não sei se esse foi um consolo muito bom. A incerteza quanto à extensão da doença e sua possível evolução continuava me deixando apreensiva e meio triste. O que iria acontecer?
Perguntei pro Hugo o que o deixara tão preocupado e ele disse que estava com medo de ser um câncer. Pela extensão da mancha, disse que eu provavelmente morreria num prazo de 6 meses.
É... o que pode ser uma manchinha meio dura diante disso?
Aprendi, com todas essas coisas, que não tenho controle sobre o que pode acontecer na minha vida. E não me sinto no direito de ficar triste, preocupada ou mesmo ansiosa por algo tão pequeno. Aprendi que devo entregar todas as minhas ansiedades e preocupações para Deus. E vou tentar praticar a lição: descansarei n'Ele, cuidarei da minha pele e morrerei feliz com essa manchinha.
4 comentários:
Como assim? E eu venho a descobrir isso por aqui? Vc é mesmo uma custosa, hein, dna Lê? Ainda bem que é só uma pelinha dura! Um baconzito de primeira no verão! hehehe Levar tudo na leveza é sempre a melhor solução. Q bom q não é nada grave! Bjs
Em meio a tantas novidades, deixei pra contar de mim depois e acabou não dando tempo...
Samba lelê tá doente? Tá com a cabeça quebrada? Não escreve mais nada por aqui, oras! Samba Lelê precisa é de umas boas palmadas!
Quem sabe com as palmadas eu tenho assunto? Ando meio sem inspiração para esse cantinho aqui...
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