domingo, 19 de abril de 2009

C'est la vie

De repente, aquele encontro que se julgava certo não ocorre mais. Justo agora que você se acostumara a ele. E não apenas isso, justo agora que você também o esperava, e queria, e gostava. Sabe como é, já fazia parte da família, como não poderia deixar de ser.

Almoços, jantares, lanches, passeios, viagens, festas de aniversário, reuniõezinhas íntimas, natal, páscoa, feriados, aniversário da avó, da tia, dos primos, dos sobrinhos, casamentos, velórios, tudo é motivo para o encontro. A presença é tão certa que você não consegue achar normal ver um sem o outro e vai logo perguntando.

Mas de repente, não mais que de repente, tudo isso se desfaz. E como é estranha a sensação que fica após o término de um relacionamento! Não, não apenas para as partes envolvidas, mas para nós, digamos, os terceiros interessados, que nem ao menos somos informados da decisão, que dirá ter direito a qualquer tipo de aviso prévio ou despedida.

É assim, o encontro simplesmente não acontece mais e você sequer sabia. E a sua ignorância ainda faz com que uma provável oportunidade de despedida vá embora por entre seus dedos. No fundo, você fica sem saber se realmente queria ter dito alguma coisa ou se era melhor calar-se. Afinal, "hoje beija, amanhã não beija, depois de amanhã é domingo e segunda-feira ninguém sabe o que será..."

Temos, no fim, apenas os mesmos direitos do início: aceitar. Em alguns casos, acresce-se mais um: lamentar ou, quem sabe, festejar. Lamentei, mesmo sabendo que "segunda-feira ninguém sabe o que será". Mas também sei que, pra tudo, Deus tem os seus propósitos.

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