quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Síndrome de Pollyanna

Sinceramente, eu não sei se isso é bom ou ruim. Mas eu acho que sofro do que vou chamar de "síndrome de Pollyanna". Estou sempre jogando o jogo do contente. Ele faz parte da minha vida. É quase automático. Procuro ver o lado bom das coisas e sempre penso que poderia ser pior. Sabe aquele ditado "não há nada tão ruim que não possa piorar"? Pois é. Estou sempre pensando nele... Talvez, por isso, eu subestime um pouco (ou muito) o que estou vivendo e, assim, vou acumulando sentimentos que precisavam ter sido tratados, ainda que insignificantes.

Fiquei pensando sobre isso depois que escrevi o texto da sala de espera. Certamente existem salas de espera muito piores que a do psiquiatra. A sala de espera do oncologista, por exemplo. A sala de espera do centro cirúrgico. A sala de espera do necrotério... Salas de espera aterrorizantes, e não apenas incômodas e constrangedoras.

Mas, por outro lado, apesar de existirem muitas outras situações piores - e muito piores -, a sala de espera que eu vivi foi a do psiquiatra. Esse é o meu problema agora. Por mais egoísta que possa parecer, por menor que seja, eu preciso cuidar dele, exatamente para que ele não aumente de tamanho e para que eu saiba enfrentar outras situações piores, se elas porventura vierem pra mim um dia.

Deus também nos ensina com as pequenas coisas, com os problemas insignificantes. Não posso me esquecer disso. É só pensar que Ele se importa conosco, ainda que sejamos nada frente a todo o universo que Ele criou. Ele sabe até quantos fios de cabelo existem na minha cabeça e nenhum deles cai sem que Ele permita. Ele sabe quando eu me sento e quando me levanto. Conhece todos os meus pensamentos. 

Como diz o salmista, tal conhecimento é maravilhoso demais para mim. É sobremodo elevado, não o posso atingir!

É... Preciso aprender a jogar o jogo do contente, a ser grata em todas as coisas, na certeza de que Deus tem sempre o melhor pra mim, mas sem nunca esquecer que mesmo as pequenas coisas precisam de atenção, precisam ser entregues nas mãos do único que pode cuidar delas e de mim: Jesus Cristo, meu Senhor e Salvador, que se importa com tudo que acontece comigo, ainda que sejam pequenas e insignificantes, como a queda de um fio de cabelo.

Nenhum comentário: